
MANUEL LOZANO GARRIDO
“LOLO”
Jovem de Acción Católica, escritor e jornalista, inválido
-e cego- em cadeira de rodas durante mais de 28 anos
Manuel Lozano Garrido, LOLO
jovem de Acción Católica, escritor e jornalista, inválido - e cego – em cadeira de rodas durante mais de 28 anos
Quando foi apresentada, em Madrid, a biografia de Lolo, o Cardeal Javierre disse: “Conhecendo a predilecção que o Papa nutre pelos jovens e doentes, podemos imaginar o gozo com que João Paulo II irá dar as boas vindas a Lolo ao fazê-lo ingressar na Congregação dos Santos...”. E acrescenta: “Não é difícil prever a alegria que João Paulo II terá ao ver um inválido ascender à glória de Bernini. Convém que a Congregação dos Santos transforme as escadas em rampas. Não conheço nenhum caso precedente que tenha subido em cadeira de rodas. Por isso, alegro-me ao pensar que a Providência tenha reservado a Lolo o privilégio de semelhante primado”.
1. Mas, afinal quem é Lolo?
Lolo foi um jovem de Acción Católica. Nasceu em Linares (Jaén, Espanha) em 1920. Aos 22 anos, ele ficou numa cadeira de rodas devido a uma paralisia progressiva. A sua imobilidade foi total e nos seus últimos nove anos ficou cego.
Lolo foi um jovem secular, um cristão que levou a sério o Evangelho ou, como disse Martín Descalzo acerca dele: “ ele dedicava-se a ser cristão. Dedicava-se a acreditar.”. Ele levou tão a sério o Evangelho que um dia alguém, o irmão Robert de Taizé, aproximou-se da sua casa, viu-o e o ouviu falar. Olhou para aquele corpo deformado e, pegando numa caneta, escreveu na tela do candeeiro que iluminava o canto da mesa onde Lolo trabalhava: “Lolo, sacramento do sofrimento”.
Este jovem de Acción Católica manteve a perene alegria no seu constante sorriso. Barão do sofrimento, foi semeador da alegria nas centenas de jovens e adultos que se aproximavam dele em busca de um conselho. Ele tinha um segredo: “El secreto de Lolo”, título da biografia infantil publicada por Blanca Aguilar.
2. Qual é o segredo de Lolo, para viver o sofrimento com alegria? (“La alegría vivida en el dolor”, biografia de Lolo)
Lolo foi um jovem amante do desporto e da natureza, muito alegre nas suas travessuras infantis e, na sua juventude, ao despertar para a vida, transbordava de alegria desejando “devorar” apostolicamente o mundo. Formou-se apóstolo no centro de jovens da Acción Católica de Linares na década de 1930; “para ele, a Acción Católica era tudo”.
Na Acción Católica aprendeu a amar com loucura a Virgem Nossa Senhora e, ao longo dos seus vinte e oito anos de escritor e jornalista inválido, escreveu-lhe belíssimas páginas cheias de ternura e amor filial. Foi aí que desfrutava do seu fervor eucarístico que o marcou para toda a vida. Encontram-se lá os seus escritos sobre a Festa do Corpo de Deus, a quinta-feira Santa e o Sacerdócio.
Um dia, estando já paralítico e desde a varanda da sua casa situada mesmo em frente às portas da Igreja da Paróquia de Santa Maria de Linares (onde foi baptizado e agora repousam os seus restos mortais) fez uma interrupção nos seus trabalhos de escritor dizendo: “Agora, frente a frente com o sacrário, vou escrever, com Ele, um parágrafo”.
3. A experiência eucarística de Lolo
Na sua adolescência, a experiência eucarística de Lolo converteu-o num “Tarsicio” que levava clandestinamente a Eucaristia durante a Guerra. Esta experiência torna-se nele mais profunda quando passa a noite inteira de quinta-feira Santa na prisão adorando o Santíssimo Sacramento da Eucaristia que lhe tinha sido dado escondido num ramo de flores.
A Eucaristia marcou profundamente Lolo. Martín Descalzo descreve-o muito bem: “Missa na casa de Lolo!”, porque Lolo, que tinha descoberto o que a Eucaristia é para a Igreja e na vida de cada cristão, já não pode passar cada dia sem ter a “Mesa redonda com Deus”; é este o título de um dos seus livros. A Eucaristia é, para Lolo, fortaleza na sua debilidade, alegria no seu sofrimento, fonte na sua inquietação apostólica e manancial para a sua escrita.
4. Apóstolo
Este Lolo, jovem apostolicamente comprometido numa época de hostilidade e de perseguição religiosa, percorre os bairros como propagandista da Acción Católica não duvida em lançar-se a evangelizar a partir da rádio; enamora-se de Cristo e, segundo os escritos do seu livro: “Las gondrinas nunca saben la hora”, diz-Lhe a certa altura: “Dá-me um empréstimo: deixa-me o teu coração... não para o egoísmo de realizar tudo de forma fácil e sem esforço, senão para fazer bem esse dever que é amar-Te à tua medida”. Este Lolo inquieto e mensageiro, recebe a visita do sofrimento: “Aparentemente o sofrimento mudou o meu destino de um modo radical. Deixei as aulas, desfiz-me do meu título e fiquei reduzido à solidão e ao silêncio. O jornalista que eu quis ser não ingressou na escola; o pequeno apóstolo que sonhava chegar a ser deixou de ir aos bairros; mas o meu ideal e a minha vocação tenho-os agora diante, como a plenitude que nunca pudera sonhar”. Assim escreve em “Cartas con la señal de la cruz”.
5. Inválido
Este apóstolo da Acción Católica recebe de Deus a “vocação” do doente: “minha profissão: inválido”. E é tal a sua invalidez que no dia a dia vai perdendo todos os seus movimentos. O seu corpo converte-se num massa retorcida de ossos doridos, mas nunca se queixa nem fala de si próprio. No entanto, quando perde o movimento da mão directa, aprende a escrever com a mão esquerda. Quando também a mão esquerda se paralisa, fala e dita para um gravador convertendo-se assim, num escritor e jornalista a partir de uma cadeira de rodas.
6. Escritor e jornalista
Há duas situações sobre Lolo que se têm que contar: Quando ainda podia mexer os dedos, ofereceram-lhe uma máquina de escrever. Qual foram as primeiras frases que ele escreveu? Foram as seguintes: “Senhor, obrigado por esta máquina. O teu nome, que seja sempre a força da alma desta máquina... que a tua luz e transparência estejam sempre na mente e no coração de todos aqueles que trabalharem com ela, para que o que se faça com ela seja nobre, limpo e transmita esperança.”
Quando recebe autorização para que na sua “mesa redonda” se possa celebrar a Missa, ele teve este pressentimento: “Tragam a máquina de escrever.” Ao que lhe perguntaram: “mas agora, para quê? Está louco?”. Ele respondeu: “Apressem-se, ponham-na debaixo da mesa para que assim o tronco da cruz fique cravado no teclado e crie aí as suas raízes.” As raízes! Enraizaram tanto na sua vida e nela deram tanto fruto!
7. “SINAÍ”
Imóvel, a partir do seu canto e da sua cadeira de rodas, Lolo converte-se num jornalista e escritor e funda uma obra Pia: “Sinaí, grupos de oração através da imprensa”. Cada grupo de 12 doentes e um convento de clausura tomam sobre si o “cuidado espiritual” de um concreto meio de comunicação social: a imprensa. Assim, chegam a ser cerca de 300 os doentes incuráveis que Lolo une e encoraja através de uma revista mensal que ele redige. Deste modo, à semelhança de Moisés que orava de braços levantados no monte Sinai para ajudar Israel, todos os doentes, que “não podem levantar os seus braços nem andar com os seus pés”, convertem-se, sem dúvida, no apoio cristão e apostólico para os jornalistas.
Foi por esta razão que Lolo pode escrever o “Decálogo del periodista” e “La oración por los periodistas”, pois ele foi um jornalista cristão de duas vertentes: soube falar de tudo e de qualquer coisa a partir da doutrina da Igreja e a partir do enfoque da fé: mineração e urbanismo; escolaridade, monocultivo e agricultura; crónicas da cidade ou evolução do universo...
8. Um doente que trabalha em cada dia
Lolo “faz-se” jornalista e escritor. Quando ele recebe um dos seus múltiplos prémios literários afirma: “Ganho o meu pão com o suor da minha fronte.” Ele escreve 9 livros de espiritualidade, diários, ensaios, uma novela autobiográfica e centenas de artigos na imprensa nacional e da província... Lolo é um trabalhador sofredor ou um doente que trabalha de sol a sol. Na sua vida, ano após ano, mistura-se o trabalho árduo e a doença aguda numa única trança. Como seu grande segredo, está a Piedade Mariana e Eucarística, da qual brotam um amor apaixonado pela Igreja e um incansável apostolado...sem se mexer da sua cadeira de rodas!
9. O seu amor à Igreja
Nele, desenvolveu-se, dia a dia, um amor à Igreja que, naqueles dias, caminhava a grande ritmo pois estava em Concílio. Com que avidez ele “lia” (já estava cego), ouvindo, as crónicas e as reflexões dos Padres e dos Teólogos do Concílio Vaticano II e com que profundidade penetrou no espírito conciliar!
10. Alegria contagiosa
Na sua vida, foi penetrando o valor do sofrimento como aceitação, em paz e gozo, dos planos de Deus. Então, a sua vida de cada dia, o contacto com as outras pessoas, converte-se em alegria contagiosa. Aos pés da gruta de Lurdes, Lolo peregrino-doente, disse a Nossa Senhora: “Te ofereço a alegria, a bendita alegria”. E Nossa senhora semeou e multiplicou nele a semente da alegria, do bom humor, que ele transmitia a quem se aproximava da sua cadeira de rodas.
11. O que foi extraordinariamente vivido com normalidade
Em Lolo cresceu uma dimensão da sua vida que consistiu em fazer do extraordinário (que eram as enormes dores da sua doença, o seu médico dizia-lhe: “és o doente grave que goza da melhor saúde”), ordinário pela normalidade rotineira com que vivia as suas terríveis circunstâncias . O extraordinário de Lolo é que aquela situação tão dura, ele a converteu em “aparente” normalidade. Como se fosse um homem são e forte! Era como um Job do século XX.
12. O dia 3 de Novembro de 1971
A sua vida apagou-se no dia 3 de Novembro de 1971. Era o dia de S. Martín de Porres, “Fray Escoba”, o santo que havia crescido na santidade num pequeno canto do convento, como Lolo que havia vivido toda a sua vida no metro quadrado que ocupava a sua cadeira de inválido. Enquanto a seu lado eu, sacerdote que teve o gozo de estar 9 anos próximo dele, rezava com ele o Pai Nosso e dizia com ele a Maria Santíssima: “Roga por nós pecadores agora e na hora da nossa morte”. E, nesses momentos, o seu coração parava “não cabia no seu peito” como dizia o médico sempre que o auscultava.
Doze a nos antes, no mesmo dia 3 de Novembro, Lolo tinha escrito: “Hoje o dia sabe a estação de comboios; é como quando chega o comboio e um amigo que não víamos há muito tempo desce. Já tu, estás aqui, sentado junto à minha cadeira e eu deito-te o braço efusivamente pelos homens...”(assim escreveu no seu livro “Dios habla todos los días.”). Tinha chegado o momento do abraço efusivo com Deus a quem tinha amado e a quem, crucificado com a sua cruz de prolongada e dura doença, ele se havia oferecido como amigo.
Aqueles que o conheceram em vida – hoje faz 31 anos sobre a sua morte – recolheram a sua herança. Foram reeditadas todas as sua obras escritas; foi constituída uma associação canónica que promove a sua canonização. Tendo conhecido a sua simplicidade franciscana, quem sabe se ele agora, desde o céu, olha e sorri com humor. O bispo de Jaén, Don Santiago García Aracil, abriu e concluiu em 1994-1995 o processo diocesano de canonização. Depois, a POSITIO sobre a sua vida e virtudes heróicas do Servo de Deus “Lolo” foi publicada pela congregação para as Causas dos santos. Parece que até Deus está a favor da “tarefa” pois na sua Congregação Vaticana já está imprensa (ano 2000) a documentação sobre um possível milagre atribuído a Lolo.
Lolo, secular, jovem de Accón Católica, jornalista e escritor cristão, totalmente inválido e cego, com um profundo espírito eucarístico e mariano, filho amante da Igreja, alegre no sofrimento, apóstolo e conselheiro.... É este o seu cartão de visitas! Poderá ele subir à “glória de Bernini” por uma rampa com uma cadeira de rodas?
(José Luis Martin Descalzo)
Transcrição da gravação original do sacerdote e jornalista J.L.M. Descalzo. (Disco “Palabras a los que sufren” gravado com a própria voz do autor (1971 Ediciones San Pablo).
***
Esta carta não é como as outras.
Não chegou por correio nem precisou de selo.
É uma carta tão especial que até vou dar-vos o nome e apelidos de quem a assina.
Porque é alguém que nos deixou há alguns meses e até posso dizer que a sua carta me chega de “outro mundo”
É uma simples folha.
Na frente da folha conta que MANUEL LOZANO GARRIDO depois de anos e anos de sofrimento, repousa agora definitivamente.
No verso está escrita uma brevíssima carta : só seis linhas que contêm a última mensagem de Manolo a todos os seus amigos.
“Amigos : Por uns tempos não nos veremos; me adianto para ir ao encontro do Pai; Agradeço-vos terem estado junto de mim na minha morte, tal como estivestes junto da minha cadeira de rodas. Sigo vosso e renovo-vos o meu encontro na alegria. Cuidai a Lucy. E recordai que tudo é graça.”
Estas palavras soaram na minha alma com uma chicotada : como uma chicotada de luz.
E senti uma vertigem
Porque não há nada mais profundo que uma alma que tomou a fé a sério.
Só com muita fé se pode falar da morte com essa serenidade imensa : sem nenhuma retórica, despojado já de toda a literatura , como só se pode escrever no limiar da vida.
Porque Manolo está a morrer há muitos anos.
Pelos anos 40 um reumatismo articular foi-se instalando progressivamente na sua vida, até a uma paralisia e uma cegueira totais.
Mas da sua cadeira de rodas escreveu e publicou nove livros, centenas de artigos e contos : e até organizou e dirigiu uma revista para os doentes.
Eu conheci-o quando já estava completamente paralítico.
Minto : ainda tinha um movimento.
Um movimento diminuto : com o dedo polegar podia accionar o comando de um altifalante com o qual ditava os seus livros e pensamentos que Lucy, sua irmã, sua secretaria, a sua segunda alma, transcrevia para o papel para publicação.
Recordo que ao entrar no seu quarto e ao dizer “Olá Manolo!”, ele me respondeu “Eu conheço esta voz” efectivamente tinha ouvido um sermão meu difundido três anos antes.
Mas o Manolo era um arquivo vivo de tudo : de vozes, de ideias, de pensamentos... A sua memória prodigiosa classificava tudo. Recitou-me fragmentos de um artigo meu publicado 8 anos antes e do qual eu já nem recordava a existência. E, cego como estava, tinha fotografado no seu interior quanto tinha visto nos anos de luz.
“Procura, dizia ele à irmã, na pasta azul número 4 e até meio há um artigo do YA a três colunas no qual se fala da morte de João XXIII”
Era admirável, Mas era sobretudo pela sua alegria contagiante.
Deus não era para ele um conto, certamente. Crer e ser cristão não eram para ele um adjectivo secundário. Eram como uma profissão : dedicava-se a ser cristão. Dedicava-se ao crer. E logicamente estava alegre.
A paralisia não tinha encarcerado a sua alma; pelo contrário. Como o mundo lhe interessava! Com que paixão seguia o caminho e a vida da Igreja. Como entendia as suas crises e que pouco se angustiava com elas! Era um profissional da esperança!
Naquela manhã de Domingo eu tinha ido à sua terra, Linares, para dar uma conferência. Disse missa na sua casa. No minúsculo quarto onde passava a sua existência. Apenas cabia a mesa de altar entre a sua cama e a sua cadeira de rodas.
Ele estava diante de mim transformado já num esqueleto (pôr a mão no seu ombro era tocar nos ossos).
E respondia às minhas palavras litúrgicas com o júbilo de um jovem seminarista. E eu sentia quase vergonha de ser eu quem celebrava quando Manolo parecia muito mais sacerdote que eu, muito mais vítima sobretudo.
Pensei que naquela missa havia dois altares e duas vítimas. Cristo estava no pão que eu acabava de consagrar. Estava também naquele corpo alterado por trinta anos de sofrimento feliz.
E agora recebi este cartão que me fala da sua morte
“Por um tempo não nos veremos;
me adianto para ir ao encontro do Pai...
renovo-vos o meu encontro na Alegria...
recordai que tudo é graça”
Sim Monolo. Para ti morrer não era outra coisa senão adiantares-te no encontro com o Pai. Afastares-te um pouco, dos teus amigos que verás novamente ao virar da esquina da morte. O teu encontro na ALEGRIA (tu escrevias “Alegria” com maiúscula) não é um encontro de diversão.
Para ti a Alegria era uma PESSOA, era Cristo. Tinhas assimilado até tão ao fundo a serena certeza de que “tudo é graça”.
Efectivamente Manolo “TUDO É GRAÇA”.
A tua vida foi para mim uma graça no dia que celebrei missa na tua casa. A tua morte foi para mim outra graça luminosa nestes anos em que nos obstinamos a ver escuro o que Cristo nos entrega cada dia tão claro
1962 – Prémio Jogos Florais da cidade de Cazorla (Jaén)
1963 – Prémio “Feijóo” Associação Espanhola para o Progresso da Ciência
1964/1968 – Bolsa de Literatura da Fundação Juan March.
1967 – Seleccionado Prémio “Nadal” (As estrelas vêm-se de noite)
1967 – Finalista Prémio Gabriel Miró, conto “Las Hormigas”
1967 – Prémio Cidade de Villajoyosa, conto “La Trampa”
1968 – Accesit Monte Carmelo “Reportaje desde la cumbre”.
1969 - Olivo de Oro, prémio literário “Poetas de Jaén”
1969 – Cidade de Salamanca. Conto seleccionado “La Medalla”
1969 – 3º Prémio Ateneu Valladolid “El árbol desnudo”
1969 – Nomeado Filho Predilecto de Linares, cidade onde nasceu
1970 – Atribuição do seu nome a uma rua de Linares (Jaén)
1970 – Conselheiro de Honrado Instituto de Estudos Giennenses.
1970 – Prémio cidade de Quesada (Jaén)
1971 – Primeiro Prémio Bravo Nacional de jornalismo (Conf. Ep.)
1973 – Ciudad de la Felguera, conta “La Corta” (Póstumo)
1978 – Município de Linares. Placa na casa onde morreu.
1996 - Município de Linares. Placa na casa onde nasceu
1996 – Prémio “Olavidia” à Concordia (Póstumo)
- Nasceu en Linares (Jaén) a 9.8.1920
- Ingressa na Acção Católica em 1931
- Primeiro artigo na Cruzada 1940
- Início da doença 1942
- Inválido total em cadeira de rodas 1943
- Funda a Revista Sinaí para doentes 1956
- Visita a Lurdes 1958
- Perde totalmente a visão 1962
- Membro da ONCE, Outubro 1964
- Entre 1961 e 1971 publica 9 livros
- Primeiro Prémio BRAVO de jornalismo 1969
- Filho predilecto de Linares 1969
- Morreu em Linares a 3-11-1971
- 5-11-94 Início do processo de canonização, em Jaén
- 21-4-96 Fim do processo de canonização, em Jaén
- 27-4-96 Abertura do processo no Vaticano
- 17-10-96 Transladação dos restos para a Paróquia de Santa Maria
- 1998 A Sagrada Congregação emite Decreto de Validez
Apdo de Correos nº 208 – 23700 Linares (Jaén)
Linares, Octubro de 2006
Pela Asociación Promotora de la Causa
Rafael Higueras Álamo,
Deán de la Catedral de Jaén /Consiliario de la Asociación. Apartado 208. Telf: 34.953.692408
237000 Linares (España)
E-mail: amigoslolos@telefonica.net / http:/ww.amigosdelolo.com